Lembrei dos artefatos do passado que desejavam separar, lembre da tartaruga que em tudo flutua e submerge, levanta-se no mundo terreno e vive no aquático, voa sem voar, traz a paz ao unir, e ao mostrar em sua carapaça um mundo circular, organizado, definido que se mantém no seu longo seguir da vida. A cidade lembra o vôo de uma pomba que voa na água transparente, o reflexo da divina presença, e tem um jeito de fazer nascer o mundo, um tempo longo. Lembro que a tartaruga sempre foi dita como a casa do pecado, isso porque vem de origem africana meridional, conhecida como Levante nos estudos técnicos, geográficos da academia, e isso se refere ao Judaísmo, e aos estudos da Kabbalah considerado herético por muito tempo por outras religiões, mais propriamente pelo cristianismo. Contudo, as lendas que surgem e recaem sobre a tartaruga possui dimensões muito sensíveis, desde a cosmologia indiana que acreditava que o planeta seria sustentado por uma imensa tartaruga, teria a f...
Eu tentei sobreviver neste lugar sem abandonar as perobas que fizeram a cerca da horta, e todas haviam perdido o sentido, desapareceram lentamente deixando em minha mente as suas presenças vivas, árvores em uma floresta devastada. Aqui , as árvores daqui, são a promessa de cercas em platôs desérticos. O motivo de ser o que sou, sem encontrar como ser caipira me faz um caipira sem hortas, sem florestas e perobas. Eu como peroba na horta do quintal de uma terra sem árvores. Não se pode ser quem se é em nenhum lugar mais através de uma identidade que levou o que poderia ter sido e não foi.