Descobriram que a tradição trás à força, e com muita luta as ações do passado. É um problema, necessita sempre de engajamento, tornar o que quer que seja em um tipo de identidade, uma espécie de valor de coisa moral. Quando falta lideres a figuração desanda, e outros tais com as mesmas intenções de trator, puxador do que foi e “deve” permanecer aparece. Montam no mesmo arcabouço a mesma intencionalidade, mostram outra cara, uniforme lustroso, jogam ironias e se dizem “melhores” carregadores das sombras de um passado que nunca tiveram. A tradição quer cooptar, convencer, persuadir até o fim, e espera vencer para a continuada. De repente morre, fica atordoada, dorme no serviço. A tradição, para se mover necessita ser fustigada, mexida, encarada e, ainda e ao mesmo tempo esbravejar , gritar, mostrar as armas, o escudo, a bandeira, a formação, o uniforme e todos os badulaques. E é assim que de repente e necessariamente, dela insurge outra cara. Uma nova máscara que dentro dela a modifica sem que venha a perder suas nuances. A voz e presença da nova força, um trator que puxa com mais veemência os corpos do ontem. Ė o impossível resgate que certamente nada resgata, mas dessa vez leva em conta o que se faz consensual, o sentimento de alguma resposta tangível a uma pergunta que não pode ser feita.
Os meios dificilmente conseguem manter a tradição se não houver, das reminiscências tradicionais as transformações das caras-mesmas, difundas, mas renovadas; exauridas, mas cheias de graça; feias; mas polidas; duras; mas flexíveis; e assim segue o tratorado das novas habilidades. Apresentar o escondido e saber bem esconder o apresentado.
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