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A guerra guerreira

 



É interessante. Os mais velhos dirigem os mais novos, o exemplo. Eles têm insígnias, carta de Honra ao Mérito, títulos e a proteção hierárquica dos cargos que ocupam, ou culpam. Dão aos iniciantes uma tecnologia e um curso técnico, normas, as regras a seguir, pacotinhos legais, aprendem digitação, usar uma ferramenta, explicam o alvo e como usar a arma. Fazem a guerra, mostram os motivos, reportam as justificativas e os levam. Aí eles cumprem tecnicamente o uso tecnológico, depois apontam para os já não-tão jovens que eles são os culpados. Ironia é sarcasmo, uma dupla conhecida na mídia, suavemente aponta pá eles: assassinos.

E de fato - se fato existe -, os fatos dos corpos dilacerados, eles chegam à loucura sem saberem que antes, eram desde cedo loucos, e a loucura não pode, e nem tem como ser julgada. A guerra vence. Passa por cima da estupidez subserviente- sabendo que a guerra é de antemão, estúpida.

Aí vemos eles passarem por aí, desarmados, também desamados e desalmados. Lá vão, lavam as mãos no sangue todos os dias, gente sem noite que não mais conhecem o dia.

A guerra apenas confirma o poder de dominação. Um podre, que põe no alvo, no peito algumas fitas e latas, medalhas. Vemos que ainda, lastimáveis, gritam por valores, orgulho, honra, e não sabem que idosos, continuam jovens, buchas-de-canhão. 

É a guerra, antes dela, ela mesma.

O desejo do poder é a tecnologia, automação que elimine o “inimigo” sem ter de dispor da juventude, mas é uma velha charada; derrubar montanhas e criar a planície sobre os escombros de um vale fértil.

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