E, contudo, influencia aos demais. Participa, está atento porque é um vencedor, disponível a promover o grupo, a construir os necessários esforços para uma boa apresentação. Não duvide, esse jogador atua, mesmo nos bastidores para que haja valor, honra e determinação.
Pense, não falaríamos mal de nossos heróis, dos expostos e acusados pela indignidade das maledicências se eles não fossem o motivo instrumental e utilitarista de nossas vidas, porque os queremos sem os amar, e amamos sabendo quem eles são.
O fracasso deles reflete a nossa glória.
Não é apenas no campo da luta que surgem os vencedores. Acredite, a expectativa de que sejam santos, façam o sacrifício, sejam muito, condicionados à cultura das boas aparências, que jamais errem, nunca caiam, modelados na cultura da liquefação moral, gentis, gratos, humildes, e subservientes à massa.
Um desejo cruel. Humilhados se tornem fracos e inaptos, e infelizes para o dedo e riso geral. Essa é a vingança que recai sobre a torpeza comum.
A fortalezas de nossos heróis vão além. Eles possuem resiliência, metas, e realizam os esforços para superar as dificuldades. Odiamos os heróis e os queremos mortos, abandonados, roubados, humilhados e expoliados. Expostos como a nulidade, como canalhas cretinos.
É a voz feia da banalidade das vidas sem objetivo e valor. Dos privilegiados submetidos, servos de vantagens e corrupção, e dos fracos que não concebem que aquele sujeito possa ser genial. Não se admite tanta fé, tanta certeza, inteligência.
Assim os eliminamos por graça de nossa conhecida covardia, do grotesco e violento despeito que não entende - nem pode compreender- o dom, o presente do talento e da coragem verdadeira, mesmo sendo maltratado, enganado, omitido, apontado na boca do escárnio, possa ainda assim, seguir a ser alguém especial, digno, magnífico gênio.
E maior que no campo da profissão e da atividade criativa, mesmo que a comunidade o destroce, corte em pedaços, ele renasce, desgraçado, ele sobe ao pódio de nossas referências porque o ódio refletido de nós mesmos escumalha a inveja, o medo, o pavor de sermos quem somos. Os autoritários das únicas palavras. E vemos ali, simplesmente os nossos heróis.
Um dia saberemos disso, e pode ser agora, no momento que elevarmos nossos valores e nossa dignidade.
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