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Agostinho, Santo

Algo assim que a memória sem tempo falha no tempo. Não há gosto nisso. Diz o Agostinho, “se ninguém me perguntar eu sei, se o tiver de explicar a alguém, já não sei” está nas Confissões. Quando não gosto penso em gostar, quase sempre desgosto. Contrário a isso, quando gosto, logo, por nada, meia saraivada de balas, desgosto. Quantas vezes desgosto de mim para desgostar de alguém. E o meu desgosto vem de onde agosto, nasci, fui nascido. Dá-me um gosto de pesar, um desgostar pelejado,    um jamais ter ido e um querer grande, não querido. Melhorei, não porque nem goste ou desgoste, que é desgosto da indiferença, não, agora eu agosto todo mundo. E leio o pequeno grande agosto falando de seus desgostos, o Agostini, podia ser caduceu, pelos fins de agosto, morreu (morro eu, quer dizer). Se morre quando alguém morre. É isso dá um certo desgosto. 

System of flexible folding

  The dictator enters his own country They sat on their knees and crawled to him They held flags in their hands and waved their national identity The same in the mud They smiled in uniform They accepted the glory of the lord The master who designates what they should read how and what to do A gentle and authoritarian man It is now that they have become the beings of the exchange relations at the operational level Takes this But anyone can claim, it is the democratic system

Na padaria: Tenha bons sonhos

Na padaria: Tenha bons sonhos Ouvi numa leitura que o Paulo Leminski era isso-aquilo um poeta de frases de efeito. Acho que é uma poesia bem-feita. É engraçado o desfeito. Poesia precisa ter defeito. Nietzsche fez poemas certinhos, Heidegger, poemas sobre a passagem da sua identidade pela Floresta Negra como um ralentado repórter de publicidade, bem bacana. “Curitiba, capital do freezer” sintetiza, para mim, o que o significado faz. Ele morre, e se transforma, pela janela da conjunção da palavra em um entendimento, que apenas o cultural social pode levar ao salto qualitativo e dar sentidos, resignificando o poema, (a anti-poesia), construindo metáforas. A publicidade se perde sem se perder, o publicitário é o poeta. E poetas não têm público-alvo, não atiram em ninguém, eles salvam toda a comunidade. Sinto pelos filósofos, mas o Polaco foi além. A poesia é um engano que somente, só mente, alcança o leitor, não os do jornalismo de favores de merchandising, nem da publicidade com ingresso...