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Texto Expositivo







 

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A pós-bondade do outro como inexistente

  A pós-bondade do outro como inexistente   A pós-bondade não é um apelo à um bem ulterior que se formará sobre a natureza humana. Ferir a alguém que anteriormente se amou, significa que se deu uma pós-bondade e que tudo anteriormente foi anulado como que suspensivo à um ato concebido como bom para o sujeito que o pratica difere em qualidade para quem o recebe. A este, não considerado como um mal ou maligno, como se possa dizer. Não interessa o porquê, o fenômeno pós-bondade é como um ato técnico, algo stricto e validado suportado por uma tecnocracia jurídica e também é uma conformidade à uma realidade fragmentada em que o sujeito autossuficiente e auto-centrado não concebe qualquer validade moral e/ou cultural e inflige sobre qualquer outro que anteponha-se à seu direito restrito sob forma legal. O processo de tecnificação ou o tecnicismo atuante apresenta-se por vários meios, por exemplo, o direito de personalidade, de privacidade, de valores humanos, honra, a pessoalidade d...

Os tratores da tradição

  Descobriram que a tradição trás à força, e com muita luta as ações do passado. É um problema, necessita sempre de engajamento, tornar o que quer que seja em um tipo de identidade, uma espécie de valor de coisa moral. Quando falta lideres a figuração desanda, e outros tais com as mesmas intenções de trator, puxador do que foi e “deve” permanecer aparece. Montam no mesmo arcabouço a mesma intencionalidade, mostram outra cara, uniforme lustroso, jogam ironias e se dizem “melhores” carregadores das sombras de um passado que nunca tiveram. A tradição quer cooptar, convencer, persuadir até o fim, e espera vencer para a continuada. De repente morre, fica atordoada, dorme no serviço. A tradição, para se mover necessita ser fustigada, mexida, encarada e, ainda e ao mesmo tempo esbravejar , gritar, mostrar as armas, o escudo, a bandeira, a formação, o uniforme e todos os badulaques. E é assim que de repente e necessariamente, dela insurge outra cara. Uma nova máscara que dentro dela a modi...

Na padaria: Tenha bons sonhos

Na padaria: Tenha bons sonhos Ouvi numa leitura que o Paulo Leminski era isso-aquilo um poeta de frases de efeito. Acho que é uma poesia bem-feita. É engraçado o desfeito. Poesia precisa ter defeito. Nietzsche fez poemas certinhos, Heidegger, poemas sobre a passagem da sua identidade pela Floresta Negra como um ralentado repórter de publicidade, bem bacana. “Curitiba, capital do freezer” sintetiza, para mim, o que o significado faz. Ele morre, e se transforma, pela janela da conjunção da palavra em um entendimento, que apenas o cultural social pode levar ao salto qualitativo e dar sentidos, resignificando o poema, (a anti-poesia), construindo metáforas. A publicidade se perde sem se perder, o publicitário é o poeta. E poetas não têm público-alvo, não atiram em ninguém, eles salvam toda a comunidade. Sinto pelos filósofos, mas o Polaco foi além. A poesia é um engano que somente, só mente, alcança o leitor, não os do jornalismo de favores de merchandising, nem da publicidade com ingresso...