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E se um método educativo

 





     E se um método educativo torna as pessoas no futuro milionárias, certamente deve haver um problema, uma questão de método. 

    No entanto, se uma metodologia possibilita o aprendizado, como a descoberta de si, de um potencial para se apropriar do conhecimento, ótimo. 

    Sabendo, entretanto, que a propriedade do conhecimento não é sua feitura, mas o seu compartilhamento. 

    E se com esse aprendizado, esses estudantes, em um futuro dobrado no tempo, se tornam pessoas milionárias porque aprenderam isso, temos um problema maior, uma questão de aplicação de políticas públicas, algo legal, ou com a pedagogia social comunitária, de um projeto pedagógico. 

    Compreendo que uma educação social não é exclusivista, direcionada às certezas absolutas de crenças que no fim tudo vai à miséria. 

    A naturalização e a culpa, o crime da extrema pobreza, da miséria. Criminalização dos povos, das gentes, das comunidades humanas em situação de sofrimento. E isso parece justo se essa incongruência é legislada, legalizada, uma justiça que legaliza o desamparo? 

    O ensino não veio para formar pessoas a serem milionárias, esse tipo de acontecimento pode vir do mundo outro, da vida social, da abrupta competição e interesse em riquezas, entre outros estados que a psicologia social pode indicar, como também da família que educa. 

    A escola ensina; a família educa.  A escola é um lugar especializado em colar conhecimentos, coletar, unir idéias e pensamentos, alcançar as diferentes medidas do mesmo aprender. 

    E a família educa também condiz com o entorno de nossas relações, os nossos heróis explosivos, os mais modelares exemplos, e o interno cultural social que cimenta os caminhos, facilita o entendimento aos interesses. Um certo deslocamento do social universal, para um conjunto unitário de si, individual. Ninguém é culpado por ser isso ou aquilo, ser um milionário, um tri-super-hiper-lionário é apenas um dado educativo, uma pequena falta ética. 

    E também é um cumprimento técnico, de moral subdividida às pequenas verdades, de moralidades que produzem a crença no eu-bastante em-si-mesmo auto centrado e auto-suficiente. 

    Ser rico até pode ser um egoísmo sóbrio, aumentando isso, em um mundo feito de dor, fome e sofrimentos, de verdadeiras e não legítimas pobrezas, de miséria, tem outro nome. 

    Um nome, aliás, que se nomeia, não se dá conceito. Conceituamos sim o estado das rodovias que levam a isso com as quais, conforme o manchão, os buracos no percurso, mesmo que pagando o pedágio, estas políticas garantem a única equidade negativa possível, de distribuir o sofrimento. Único pão que alimenta a mesa cheia. 

    E se sabe que a unidade-única de tudo de unicismo é a violência da imposição. A dizer que a educação prescreve o dito pelo re-edito, que é prescritiva, faz crer que a política pública em educação em todo o mundo é apenas o despacho para os executivos, almas instrumentais, seres treinados, aqueles que a executam. Há algo a pensar, um erro que é meu, e que entorta essa balança, a deixa que  pensa.

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Charlie





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